terça-feira, 5 de agosto de 2008

Despertadores Seiko



Quem aprecia a arte de dormir sabe que as fotos acima mostram excelentes metodos para acordar mesmo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

The Peanuts Collection

Tem uma coisa que eu adoro: bonequinhos, miniaturas...

No escritório em que trabalho tenho (em cima da mesa, em pateleiras, do lado do computador): toda a turma do Madagascar, Shrek e Burro, Mike e Sully (Monstros S/A, Po (Kung Fu Panda)... e a coleção sempre aumenta.

Agora to doido pra comprar essa turma aí de baixo... que eu adoro!!!

Direto da: The Lighter Side por $29,98

Na procura por miniaturas do Calvin & Haroldo...
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Caneca On / Off

Nesse exato momento acabo de repetir um ritual diário: Cheiro de café fresquinho, café forte e com pouca açucar, copo médio com café até a metade, um bom gole... uma queimadura de terceiro grau na lingua!

O ritual é sempre segudo de um Puta merda levando a mão até a boca.

Depois disso eu deixo o copo de café descansando e (normalmente) quando vou tomar mais um pouco o café está gelado e horrivel.

Eu não sei porque eu gosto tanto de café? não consigo tirar dele o prazer que ele devia me dar...

Mas um dia eu compro uma caneca dessa... e vou saber o exato momento de provar o café!

Pra quem não entendeu eu explico: A caneca vázia está off... assim que se adiciona algum liquido quente ela muda a sua cor... depois, a medida que o café (ou qualquer liquido quente) esfria a caneca vai mudando sua cor novamente até ficar preta, mostrando que o liquido esfriou totalmente...

Eu achei demais, muito útil para evitar acidentes...

Terminei... agora é só postar e... lá vou eu pro meu café gelado... droga!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Braun

Lançamento de um novo barbeador da Braun, o tema da campanha é algo do tipo "mostrando o humano por trás do homem"...
Iniciando uma nova série e postando, a partir de hoje, algumas campanhas bem sacadas.
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Tira Gosto

Bichinhos de Jardim é uma criação de Clara Gomes.
Garfield é uma criação de Jim Davis.
Calvin & Haroldo é uma criação de Bill Waterson.
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Antonio Prata

Hoje ouvi pela primeira vez (na coluna do Salomão Schvartzman na Bandnews) o texto Bar Ruim (postado logo abaixo), lembrei na hora dos jornalista que estudaram comigo, vários deles meio intelectuais, meio de esquerda... povo que adora dizer que frequenta tal lugar antes dele se tornar da moda ou que conheceu tal banda ou cantor antes do cara ser conhecido (e eles adoram dizer que o som do cara era muito melhor, que agora é muito comercial... sujeitinho vendido)

Nunca tinha lido nada do Antônio Prata... de cara achei que era algum escritor perdido da década de 70, quem sabe um tio, primo ou irmão do Mario Prata (esse sim conheço bem, um dos meus preferidos)... mas nada disso. O parentesco com Mario Prata até existe: filho! (Prata da casa num trocadilho péssimo e vergonhoso...rs)

Antônio Prata parece ser um cara legal e escritor de muito talento, humor, critica... paulistano nascido em 1977 tem os seguintes livros: "Cabras, Caderno de Viagem", com Paulo Werneck, Chico Matoso e Zé Vicente da Veiga, "Douglas e outras histórias", “As pernas da tia Corália” ,"Estive pensando" e "O inferno atrás da pia".

Já sei o que procurar na próxima visita a Saraiva.
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Bar Ruim é lindo, bicho

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.

Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitáriasmais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já dissealgumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais poque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).

Texto de: Antônio Prata
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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Super Desafio - Esportes e Cinema

Conhece o ator Martin Lawrence? Claro que conhece... já o viu em Vovó...zona, Bad Boys e outras tranqueiras! Mas me diga... responda logo em que país esse cara nasceu?

Estados Unidos? Inglaterra? Canadá? ... nada disso! O negão é alemão, isso mesmo o cara nasceu em Frankfurt!!!

Esse tipo de curiosidade está presente nesse jogo de tabuleiro, feito por mim para a empresa Algazarra.

Tem trabalho que dá tesão de fazer... esse foi um destes!
Na cola do Super Desafio Cinema (não gosto do título... mas é uma série de jogos derivados de outro projeto da empresa chamado Desafio) veio o de Esportes... aproveitando o ano de olimpíadas.
3 meses de trabalho, muita pesquisa... o visual e regra do jogo também foi feito por mim.

Felizmente os dois jogos já estão despontando e vendendo muito! Cogita-se até uma nova versão, o tema: Anos 80 (uhhh... demais!)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Spider Man - Coletor e Habitat de Insetos

Quando eu era criança adorava capturar insetos para observá-los.

Os colocava dentro de potes de maionese preparados pelo meu pai... um pouco de terra, um algodão umedecido, pequenos furos na tampa e pronto... era só observá-los até eles morrerem ou eu me cansar deles e sair em busca de outros depois de soltá-los.

Não era muito divertido, mas muita criança de minha geração fazia isso... hoje em dia é só a mãe ver o garotinho com um pequeno tatuzinho na mão e pronto, escândalo armado e esquadrão higiênico em ação... o pobre garotinho ainda toma uma bronca enorme pra nunca mais tocar em bichinhos asquerosos que podem transmitir alguma doença terrível que por alguma razão não era transmitida a 15 ou 20 anos.

Ainda bem que temos o homem aranha... e esse kit salvador

Com a pistola (Spider-Man Bug Vacuum) a criança pode sugar o bichinho sem ter nenhum contato com ele... depois é só colocá-lo no Bug Habitat e ficar ali vendo seus tatuzinhos, joaninhas, aranhas, vagalumes tomarem conta da cidade preparada para recebê-los tão bem!
Direto da: 7x7 Toys
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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Se for gordo... esquece!

Um dia tava indo pra faculdade no carro de um amigo gordo (mais gordo que eu inclusive), passamos por um comando da polícia militar e o guarda nos mandou encostar.

Quando o policial viu que dentro do carro tinha dois gordos ele liberou na hora, não precisamos descer do carro e nem documentos pediu. Pediu desculpa e disse: estamos procurando marginal e não tem marginal gordo.

Pô, que sacanagem!

Detesto esse tipo de preconceito. Só porque eu não consigo correr, nem pular muro, nem me esconder, eu não posso ser ladrão?

Sabe outra coisa que gordo não pode ser de jeito nenhum? Mendigo!

Se eu perder tudo o que tenho e tiver que ir morar na rua eu to ferrado.
Eu posso passar 15 dias sem comer nada que ninguém vai acreditar que eu to com fome!

A simpática figura aí de cima caiu como uma luva... a figura foi usada como propaganda de uma agência de empregos britânica... o lance da campanha publicitária era o de: emprego certo para pessoas certas!
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Luis Fernando Verissimo

O texto foi circulando pela sala de aula.

Escrevi e de maneira despretensiosa, entreguei a uma amiga, ela leu, gostou e logo passou para outra amiga e assim o texto sem assinatura foi passeando. Depois de alguns minutos ele voltou para minhas mãos. A garota que me entregou logo disse: Muito legal, acho que é do Verissimo!

Aquele foi o maior elogio que recebi. Luis Fernando Verissimo é minha maior fonte de inspiração. Comum é terminar de ler algum de seus textos e me passar em pensamento: Putz, como eu queria ter escrito esse texto!

O texto Lixo (publicado logo abaixo) foi o primeiro que me marcou... li e reli várias vezes... e a cada leitura me vem a tal inveja-boa.

Luis Fernando Verissimo é gaucho, torcedor fanatico do internacional, extremamente timido, gênio filho de gênio (Érico Verissimo).

Além de escritor é cartunista, músico e tradutor. Foi roteirista de alguns programas humoristicos como TV Pirata e Comédias da Vida Privada. Criador de personagens como Ed Mort, O Analista de Bagé e As Cobras.

Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos.

Verissimo é o cara!!!

Lixo

Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.- No seu lixo ou no meu?
Texto do genial e inspirador Luis Fernando Verissimo

Tira Gosto

Bichinhos de Jardim é uma criação de Clara Gomes.
Garfield é uma criação de Jim Davis.
Calvin & Haroldo é uma criação de Bill Waterson.
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terça-feira, 22 de julho de 2008

Aparadores e organizadores divertidos...

Bem simpática e divertida essa coleção de aparadores de livros e organizadores de CDs.

Gosto de coisa assim... útil, divertido e muito legal pra decoração... dá vontade mesmo de ter um desses em casa.
Esse aí de cima pode ser colocado direto na parede... os outros precisam de plataforma.

Direto da Wrapables.

O Preço: $47,95 cada um... lá nos EUA... pois é, eu quero e vou ficar querendo.
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Tira Gosto



Bichinhos de Jardim é uma criação de Clara Gomes.
Garfield é uma criação de Jim Davis.
Calvin & Haroldo é uma criação de Bill Waterson.
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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Genius... chocante!

Tá lembrado daquele joguinho Genius?

O jogo ia lhe dando uma combinação de sons e luzes e você tinha que repetir a sequência apertando os botões coloridos... a cada acerto a combinação vai ficando mais longa e complicada.



Esse jogo é parecido, bem parecido, a única diferença é que quando o sujeito erra uma pequena descarga elétrica é liberada... lindo né?

Direto da Shocking Fun

Criação de Hitler, design de Stalin... simples assim.
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Vigilantes do Peso

Não fosse por cuidados com a saúde (o que em um sujeito com uma pequena dose de hipocondria torna-se um pesadelo) eu não queria emagrecer! Sou feliz, gosto de ser gordo... Mas nem todo gordo é assim!

Tem gordo que faz de tudo para emagrecer, buscam dietas doidas e até se deixam abduzir pela Herbalife (credo!)... alguns chegam até mesmo a procurar eles: Os Vigilantes do Peso!

Vigilantes do Peso é uma destas instituições que tenta recuperar cidadões considerados irrecuperáveis pela sociedade, nós gordos estamos entre estes irrecuperáveis, ao lado de alcoólatras, dependentes químicos e mulheres que amam demais, só para citar alguns.

Mas tem uma diferença considerável: alcoólatras são anônimos, os dependentes químicos são anônimos, a mulheres que amam de maneira exagerada são anônimas e nós... além de não podermos (óbvio) ser anônimos ainda temos vigilantes.

Deve ser engraçado uma reunião dos Vigilantes. Chega o gordinho todo tímido e diz “Meu nome é Roberto, tenho 32 anos e... sou gordo!” e caem todos em uma enorme gargalhada, inclusive o novo gordo a ser vigiado. Ainda bem que a maior virtude do gordo é saber rir e fazer rir.

Na saída ainda todos tem que passar pela pizzaria que se instalou logo na esquina só de sacanagem. Cheiro de manjericão em pizza de muzzarela depois da reunião dos vigilantes. Nem Hitler imaginaria tal maldade!
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Jogo da Velha

Todo mundo já jogou Velha (acho o nome em inglês bem mais divertido: Tic Tac Toe), isso é fato!

Basta uma folha de papel e uma caneta, riscar as horizontais e verticais se cruzando e pronto... bolinha ou xis... um pouco de estratégia e alguns minutos de distração.

Mas o jogo da velha pode ser bem mais divertido (e decorativo também).

Nessa coleção da Purple Puffin você pode escolher: Pinguins contra Ursos polares, Gatos contra ratos, elefantes contra hipopotámos... e muito mais.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mobiliário Cartoon

Recentemente conheci (através do Desculpe a Poeira) o trabalho do designer canadense Judson Beaumont, proprietário e principal criador da Straight Line Designs.

O artista se inspira em Cartoons e histórias clássicas como "Alice no País dasMaravilhas" e "Peter Pan" para criar sua linha de mobiliário.

Achei demais a arte do cara... demais mesmo!!!




Caraca... eu queria muito ter uma mesinha urinando no centro da sala ou uma Cômoda derretendo no meu quarto...
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segunda-feira, 14 de julho de 2008

O óbvio Bernardo

O cheiro suave de perfume invadiu a repartição, todos levantaram os olhos na busca do dono daquele cheiro agradável. Henrique atravessa o corredor central que divide duas fileiras de computadores e entra na sala de Dr Duarte no fim do corredor. Henrique era um moço alto, cabelos aloirados, porte elegante e um perfume que permanecia no ar mesmo depois de alguns minutos de ausência. A conversa na sala do chefe não dura nem 5 minutos e Henrique sai sorridente, sendo seguido pelo mandatário. Dirigem-se até a mesa de Bernardo, um jovem ruivo e tímido, óculos de lentes grossas e um rascunho de cavanhaque, cabelo sem corte e camisa xadrez com uma camiseta branca por baixo. Dr Duarte os apresenta:

- Bernardo, esse é o Henrique e a partir de agora ele vai trabalhar com você. No começo ele vai ter um pouco de dificuldade, mas espero que você possa ensinar e ter muita paciência, eu tenho certeza que você é a pessoa certa pra auxiliar o Henrique.

O rosto de Bernardo se corou, apertaram as mãos e se sentaram lado a lado, durante toda à tarde Bernardo ensinou o básico para Henrique, que atentamente procurava anotar em um bloquinho cada instrução dada. Foram almoçar juntos naquele dia e no fim daquela semana já pareciam amigos de infância, tamanho era o entrosamento entre eles. A empresa de promoções de eventos passava por uma reformulação, muita gente já havia sido demitida e Henrique era o primeiro novo rosto que aparecia por lá nas ultimas semanas.

O tempo vai passando, muita gente vai saindo da empresa, poucos rostos vão sendo colocados no lugar. Bernardo se preocupava a cada corte, mas Henrique sempre dizia que ele não seria cortado por razões óbvias. Ele nem imaginava o que seria de tão óbvio em sua permanência na empresa, mas como isso o estava garantindo entre o quadro de funcionários devia ser algo bom, talvez sua competência, ou até mesmo a timidez, sendo tímido ele não se envolvia em discussões, em fofocas... é deve ser isso, tem que ser isso!

Na próxima quarta feira, faria um mês que Henrique havia sido contratado, e ele queria comemorar o novo emprego e as novas amizades que estava fazendo nessa empreitada. Por isso convidou Bernardo para uma festa no sábado, comemoração simples, iriam a um bar que Henrique costumava freqüentar e que, com certeza, Bernardo ia adorar. Logo que foi convidado, a primeira reação de Bernardo foi recusar, não estava acostumado a ir a bares, não se sentiria à vontade, coisa de gente tímida. Mas de tanto Henrique insistir ele resolveu aceitar.

No sábado Bernardo ficou pensando o dia inteiro em uma desculpa para não ir ao bar, mas o tempo foi passando, ele foi se acostumando com a idéia, e às 8 da noite estava sentado na sala, banho tomado, roupa nova, gel no cabelo, pensando que talvez naquela noite ele poderia conhecer a mulher de sua vida, seus pensamentos foram logo interrompidos pela freada brusca e a busina do carro de Henrique. Pediu a benção pra mãe, que com cara feia resmungou alguma coisa, passou a mão na chave de casa e partiu para a noite que poderia mudar sua vida.
A animação de Bernardo era surpreendente, ele cantava, ria, colocava a cabeça pra fora da janela e mexia com os pedestres e os outros carros... realmente aquela noite iria mudar sua vida!

Na chegada ao bar, Bernardo começou a estranhar o ambiente, não pelas luzes que piscavam acompanhando suas batidas do coração, nem pela fumaça colorida que embaçava seus óculos, muito menos pelo som eletrônico em uma altura ensurdecedora, tudo aquilo ele já imaginava. O que incomodava um pouco Bernardo era a presença maciça de homens no local, ainda não havia cruzado com nenhuma garota, com certeza não seria ali que ele encontraria a mulher de sua vida. Logo na entrada ficou por uma fração de segundos paralisado e estarrecido com o bigodudo musculoso que dava um beijo apaixonado em um negão de fio-dental.

Demorou pra cair na real e quando caiu teve vontade de chorar, se encolher em um canto e ligar pra casa pedindo socorro. Henrique percebeu o desconforto do amigo e tentou dar um jeito na situação, “agora é só se soltar e deixar a noite rolar, se quiser conhecer alguém é só me falar que aqui eu conheço todo mundo!”

Bernardo olhou bem nos olhos de Henrique, e este soltou uma pergunta que veio como uma bala de calibre 12 bem no meio de sua testa:
- Ué, vai me dizer que você não é?
- Não sou o que? Ou melhor, vai me dizer que você é?
- O que? Como assim? Você tem todo jeitão!
Aquilo era demais pra Bernardo, agora sim ele iria chorar. Mas antes de dizer qualquer coisa, um senhor gordo e careca vestido de noiva, com buquê e tudo se aproximou cumprimentando os dois com um beijinho no rosto. Bernardo sorriu timidamente e apenas sorriu para a noiva, ou melhor Dr Duarte.

Sim, ele mesmo, o elegante e sisudo senhor que mal olhava para sua cara durante a semana agora o saldava com dois beijinhos na bochecha e brincava jogando o buquê para ele segurar. Tô querendo arranjar um noivo hoje, gritava o chefe em meio a gargalhadas.

Enquanto pensava em sua mãe, que devia estar enfartando nesse momento com pressentimento de onde o filho estava, um outro pensamento entrou como uma linha cruzada em sua mente. Isso era o “óbvio” que o segurava no emprego. Dr Duarte era gay, Henrique era gay e ele começava a ver a sua volta alguns de seus novos companheiros de trabalho. Todos eles achando que ele também era gay!

A noite foi longa, parecia interminável, Bernardo passou o tempo todo sentado em sua mesa, culpando a timidez pelo fato de não se levantar pra dançar. De vez em quando Henrique vinha até a mesa e dava uma piscadela seguida de um sorriso. Bernardo ficou a noite inteira na mesma cadeira, no mesmo canto, quase na mesma posição, não bebeu com medo de ficar bêbado e se tornar presa fácil, estava doido pra urinar, mas nem doido ele iria entra em um banheiro que tinha na porta a inscrição “Welcome to Sodoma!”.

Finalmente a noite acabou, à volta para a casa não foi tão animada. Bernardo não dizia nada e Henrique de vez em quando ria sozinho, olhando para a cara apavorada do amigo. Quando se despediram na porta da casa de Bernardo, Henrique olhou para ele e disse: Faz assim, isso fica sendo um segredo nosso. Bernardo apenas acenou que sim com a cabeça.

Segunda feira tudo normal, Dr Duarte de terno e gravata foi o ultimo a chegar na empresa, logo chegou a noticia que mais três funcionários haviam sido demitidos, agora Bernardo era o último de sua época na empresa. Depois do almoço foi convocada uma reunião de ultima hora na sala do chefe. Todos novos funcionários estavam lá, Bernardo olhava na cara de cada um dos quase 20 novos colegas, tava todo mundo na festa do fim de semana. Foi nessa reunião que Dr Duarte explicou os novos rumos da empresa, agora uma promotora de eventos GLS, com um quadro de funcionários com identificação total com o ramo de atuação. O salário de cada um teve um considerável aumento, o que impediu Bernardo de se revelar e pedir demissão. A vontade de Bernardo era sair logo do armário e dizer a todos que era hetero, e que não se importava com o que o mundo iria achar disso, mas com um belo salário era melhor continuar no papel da menina tímida que não vai em festas.

Trabalhar ao som de Mariah Carey e Wanessa Camargo não é tão ruim. A decoração do novo escritório era até interessante, pelúcia rosa na cadeira causou estranhamento no começo, mas agora ele tinha até acostumado. Atender ao telefone dizendo “Produções Fora do Armário bom dia” era até engraçado. Mas o que incomodava mesmo era não saber o por que era tão óbvio ele se encaixar no perfil da empresa.